terça-feira, 7 de setembro de 2010

Enfim, só

Demorou, mas, enfim, a ficha caiu. A primeira grande decepção amorosa da minha vida, finalmente, está prestes a se tornar apenas uma lembrança. Tá, eu falei isso pra mim mesmo mais de oitocentas vezes em menos de uma semana, mas agora acho que é pra valer. Pelo menos, pensar, eu não vou mais.

Só que eu não entendo por que existem essas merdas de decepções na vida da gente. Seria bem mais fácil sem elas, mas não, as desgraçadas tem de existir para nos atormentar. Eu sei que eu, nesta primeira quez que me enamorei, queria viver esse amor, cacete! Mas não deu. Não foi dessa vez. Acho que eu me precipitei e estava tentando encaixar a metade da laranja em meio abacate. Bem que eu tentei, mas não deu.

Só fico pensando no papelão ridículo que eu fiz! Nossa, que humilhante. Vá lá que a gente tem que apostar no que acredita, mas deitar e rolar no chão é de mais. E eu me pergunto, idiota que sou, como eu fui me deixar envolver desse jeito? Só pode ter sido aquela dose de pinga de alambique que eu tomei por engano quando tinha meus 4 anos. Só pode ter sido isso, não há outra explicação! Que o Amor nos emburrece, eu já sabia, mas não fazia ideia de que era tanto. Não me conformo como fui tão tanso. Qualquer médico diria que eu fui acometido por um fungo chamado Paixonitium Erractus, a qual causa crises de falta de amor próprio e auto-estima. A cura é uma receita antiga: encontar o verdadeiro Amor. Ou fugir dele.

Portanto, quem tiver um antídodo que faça uso imediato, para evitar que a bactéria não retorne e lhe deixe de cama por mais alguns dias.

Nenhum comentário:

Postar um comentário