
Quem disse que passar 3 horas e meia numa fila em nome da democracia não tem seu lado positivo? Não falo por ela, porque entram governantes, saem governantes e a coisa não evolui muito. Anda pouco, mas pelo menos anda. Mas ao que eu me refiro é ao que se aprende enquanto se espera. Fila também é cultura.
Como todo bom brasileiro, deixei para a última hora a regularização do meu Título de Eleitor. Não que eu não tivesse tempo antes, o que eu tinha era preguiça, e imaginei que a fila não seria tão grande na data final. Errei feio. A bicha - bicha que eu me refiro é fila, não "bichinha" - se arrastava por duas quadras e eu quase chorei quando cheguei ao final dela. Nessa hora comecei a me certificar que todos os documentos necessários para a regularização estavam comigo, porque se eu esperasse à toa naquela porcaria de fila, cortava meus pulsos. A sorte é que eu levei uma revista. Aproveitei pra m atualizar. O assunto ,ais interessante que li foi uma matéria sobre sexo. Fiquei sabendo que transar ativa uns anticorpos que ajudam a combater a gripe. Foi aí que entendi porque acordei gripado.
Fiz amizade também. Uma guria muito culta, que disputou comigo o último lugar da fila. Conversamos, ela me contou da experiência de morar em outros países, de como as coisas funcionam bem lá fora, como o sol do Brasil faz falta em Londres. Sem contar no bronzeador, que compramos meio-a-meio por causa do sol. Por falar nisso, eu não paguei a minha parte. Rúbia, querida, pago uma torre de chopp dia desses.
Mas no final, tudo saiu bem. Fiz aquela porra de regularização e retornei à rotina. Só não fiquei puto por ter passado horas naquela fila porque valeu a pena a companhia.
Até a próxima fila.

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