Quem nunca teve um dia de pedir pra sair cedo do trabalho porque planejava fazer um programinha romântico com o amor da sua vida e acabou levando o cano? Do amor da sua vida, óbvio que é dele que estou falando. Pois é, foi isso que, hoje, aconteceu comigo.
Há uns dois dias, mais ou menos, combinei com meu colega se ele poderia cubrir duas horas no final do meu expediente, hoje, porque eu ia a uma festa com o amor da minha vida. Ele, muito solícito, concordou, ainda que fosse hoje um dos dias mais movimentados da semana no trabalho mas, como era por uma boa causa, ele não se importou. À tarde, o amor da minha vida comentou que não estava muito a fim de ir à dita festa, mas que eu tinha total liberdade de ir apenas com meus amigos, sem ele. Lógico que a anta aqui disse que não, principalmente por saber que ele ficaria chateado - ainda que lá no fundo - se eu fosse sem ele. Então, comentei com meu colega que não teria mais a festa, mas que eu estava esperando que dormíssemos, ao menos, juntos, nesta noite gélida que faz em Floripa. Meu colega, como sempre, dizendo que era pra eu aproveitar que iria sair cedo para fazer uma jantinha romântica. Faltando mais ou menos 15 minutos pra eu sair, eis que recebo uma mensagem do amor da minha vida dizendo que ele me ligaria amanhã. Na verdade foi uma mensagem tão seca que mais parecia um coice. "Te ligo amanhã. Beijo." Meu mundo desabou, me preocupei pensando que poderia ter acontecido alguma coisa de grave com seus pais, sua tia, ou sei lá eu quem. Mas não comentei com meu colega que meus planos tinham melado. Fiquei na minha e 15 minutos depois, vim pra casa, sem saber o que estava acontecendo, e depois de responder ao torpedo, perguntado se havia alguma coisa de errada. Como o tédio era incomensurável, comprei umas cervejas (é que vinho bom, a essa hora, era difícil de encontrar) e uma barra de chocolate e me debrucei diante do computador e do Programa do Jô. Quase duas da madrugada, eis que meu telefone toca e, adivinha quem é?! Ele, o amor da minha vida, com uma voz ótima, perguntando se eu ainda estava no trabalho. Em uma fração de segundo, contei até 10 e disse que estava em casa, e perguntei o que havia acontecido para ele ter me mandado aquele torpedo-patada. Mas o pior ainda está por vir: a resposta foi que ele tinha saído com duas amigas e, como não queria desligar o celular, resolveu mandar um torpedo para eu não ligar. Era tudo que eu esperava ouvir: qualquer pessoa podia ligar pra ele, menos eu. Sim, porque aposto que ele não mandou o mesmo torpedo-patada a toda sua lista de contatos. E, ainda por cima, disse que daria mais uma volta, e em 10 minutos iria pra casa, porque ele não aguenta mais ficar no apartamento por conta do trabalho. Eu, me quebrando no trabalho, cheio de planos românticos, depois me desmanchando em preocupação pra ouvir que ele tinha saido com suas amigas? Faz meses que eu não desentoco de dentro de casa, nem meus amigos foram à festa porque nós não fomos. Estou parecendo um urso hibernando, mofando dentro de casa. Ah, o amor da minha vida...
Meu amor, eu te amo, e acho que você deve saber disso -se não souber, é porque é uma anta. Mas, agora, quem pede por maturidade, sou eu.
Agora, vou dormir.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
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