
Eu encontrei as respostas que estava procurando. Elas estavam bem na minha frente. Falando com mais clareza, elas estavam na minha cara; elas eram a minha cara; elas estavam dentro de mim: elas eram, simplesmente, Eu. Isso, não sei se mais me conforta ou me assusta, pois percebi que o problema era eu. Tentei, por mais de um mês, encontrar alguém em quem pôr a culpa que, agora, fico envergonhado, pois o responsável por tudo sou eu. Atentem para mim: vocês estão diante da pessoa mais egoísta do mundo. Não sei como pude não enxergar isso antes, precisei que alguém me sacudisse pelos ombros para perceber o quão imbecíl eu fui. Eu sempre fiz o discurso de que o mundo não gira em torno do nosso umbigo, mas não foi assim que me comportei. Priorizei os meus problemas como se eles fossem os maiores do mundo; exigi atenção total da pessoa que estava ao meu lado, enquanto que fechava os olhos para aquilo que ela sentia. E o pior: eu jurava que estava sempre ao seu lado e que lhe dava toda a atenção que merecia.
Sinto-me a pessoa mais perdida do mundo. Como tanto egoísmo pôde caber dentro de mim? Eu não tive a intenção, juro, mas aconteceu. Deixei que meus problemas, meu cansaço com o trabalho me cegasse, praticamente, e eu perdesse a pessoa mais incrível que eu já conheci. A culpa não foi 100% minha, não posso negar, mas foi por minha negligência que as coisas tomaram o rumo que tomaram.
Sempre disse que se, por ventura, eu fizesse algo de errado e, mais tarde, percebesse, voltaria atrás e tentaria minimizar o erro. E cá estou eu. Na verdade, eu sou covarde, pois não tenho coragem de dizer isso a você, cara a cara, talvez nunca tenha, mas sinto muito pela minha falta de sensibilidade; desculpe-me por não ter percebido que Você também precisava de mim, não apenas eu de Você. Agora é tarde, pode ser tarde, e é bem provável que Você nunca leia isso, já que acredito que queira me esquecer, se é que já não conseguiu. Estou sendo a pessoa mais ridícula do mundo, eu tenho consciência, mas eu não me importo. O que eu não quero é daqui 50 anos me arrepender por não ter feito absolutamente nada pra tentar me redimir. Sei que isso é pouco, perto de tudo que deixamos de viver, mas é alguma coisa. Estou ciente de que Você possa nunca ter me amado e estar com asua real alma gêmea neste momento, mas, sinceramente, por mais que eu me esforce, eu não consigo acreditar que o eterno já tenha acabado.
Sinto como se eu gritasse em meio ao deserto, em que os únicos que me ouvem são camelos perdidos, sem rumo, que me olham com estranheza e seguem seu caminho em direção ao desconheido.
Pelo menos, encontrei as respostas. Agora, a pergunta é outra: o que fazer com elas?

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