
Sabe quando alguém te pega pelos ombros e te dá uma sacudida daquelas, e diz, Ei, acorda pra vida! Há tanta coisa a sua volta e você se prendendo ao passado!? Pois é assim que estou me sentindo. Fiquei vermelho de tanta vergonha que senti. E quem foi essa pessoa que me deu esse Alô? Martha Medeiros. A própria. Não, ela não está aqui em casa, sequer me conhece. Foi através de um texto dela, que acabo de reler.
"É irritante não entender o final de um filme, e mais ainda o final de um amor", ela diz. E ela está coberta de razão. Só que, quase sempre, queremos entender tudo, queremos a resposta pra todas as perguntas, queremos entender o comportamento das pessoas que nos rodeiam, precisamos compreender o motivo pelo qual as coisas acontecem. Passamos tempo demais focados nessas questões que, muitas vezes, esquecemos de viver. Cada minuto é precioso, o segundo seguinte é um mistério, mas, ainda assim, insistimos em reviver os momentos passados. É difícil entrar em nossa cabeça que o que passou, tenha sido bom ou ruim, foi bom, na verdade, porque é experiência que acumulamos. Mas, espera, pra que serve experiência?, alguém pode me perguntar. Eu digo que não sei, e admito que não saber, ainda me causa um pouco de espanto, porque eu não me conformava, ou não me conformo - por enquanto -, em não compreender as cosias por completo.
Libertemo-nos! Deixemos ir o que passou! Um amor que não deu certo, ou o emprego que se foi, ou a viagem dos sonhos. Não foi dessa vez, mas pode ser da próxima. Mas, para que seja, é necessário que estejamos abertos ao que ainda está por vir. E o que está por vir? Eu não sei...

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