quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Um ano

Pra mim, há uma certa relação entre 11 de novembro com 11 de setembro. 11 de setembro ficou marcado na históiria como o dia em que o mundo parou. 11 de novembro foi o dia em que ficou marcado na minha história como o dia em que tudo começou. E que terminou também, logo em seguida. Mas não vou me prender às perdas.
Eu não dava nada por esse dia, que de especial para o mundo não tem nada. Ninguém sabe o que esse dia significa, não é aniversário da minha mãe, nem do meu pai, nem meu, nem de ninguém. É aniversário de uma data, apenas. Aos curiosos, que fique a curiosidade, porque não vou contar o que é. Apenas esse emaranhado de palavras creio ser o suficiente pra eu me sentir um pouco melhor por estar falando de algo que está dentro de mim. Eu prefiro, neste - e somente neste - caso o enigma.
Hoje, há aqui um vácuo, ocupado pelo vazio. Este espaço nulo não tem data de validade, não sei se vai ser ocupado por algum conteúdo, um dia. Só sei que, por ora, é o que há. Talvez o vazio seja, de certa forma, um conteúdo. Um conteúdo que não se sabe explicar porque veio parar nesse lugar, antes tão bem habitado.
Concordo com Martha Medeiros, a quem cito volta e meia, quando diz que "o tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada. O tempo só tira o incurável do centro das atenções". Ao mesmo tempo em que assino embaixo, tenho medo desta constatação. Entretanto, tudo continua. As pessoas crescem a cada aniversário, e este é só o primeiro. E que venham muitos outros. Afinal, eu sou a pessoa que mais gosta de aniversário que conheço. E que no ano que vem seja diferente.

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