É nojento! Eu não vou conseguir. Quando eu escrevi o post anterior, o dentinho estava dentro da mochila. Só depois que eu o tirei, e me espantei mais ainda.
O que que é aquilo? Só não o joguei fora ainda por medo de ficar com peso na consciência. É o bendito do Vai que. Vai que eu me arrependa de ter posto no lixo aquela coisa gigante? Pensando bem, a ideia ultrarromântica não é muito viável. Imaginem aquela presa de mastodonte pendurada ao pescoço de alguém? Isso seria castigo, não prova de amor; já de anel não iria servir, faltaria dedo, quem sabe um sinto! Ou, melhor, um compartmento do móvel da sala todinho - to-di-nho - pra ele. É demais.
Minha irmã não guardou os dentes dela, e a ideia de pendurar no pescoço do meu unhado nem deve ter passado pela cabeça dela que, evidentemente, não é oca. Eu sou a ovelha-negra da família. Imaginem, no álbum de família, daqui algumas décadas: Estão vendo esse aqui, crianças? Esse é o titio Rodrigo, o único que guardou os dentes do siso. O único da família a guardá-los. Eu não suportaria entrar pra história da família dessa forma. Ainda se fosse como o mais desorganizado, menos apaixonante, ainda vá lá. Mas, assim, não.
Então, se possíveis pretendentes leram o post anterior, eu peço que o desconsiderem E fiquem tranquilos, na precisa correr, que eu não vou obrigar ninguem a usar um dente no pescoço. Afinal, eu sou moderno, não sou?
Vai que...
domingo, 28 de novembro de 2010
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