A revolta não dá em nada. Verdade, não adianta se empanturrar de chocolate que as coisas os problemas vão ficar com medo e sair correndo. No máximo você sairá rolando, de tão gorda(o) que vai ficar. Quer pagar pra ver?
A vida é feita de momentos, uma ova. E o "que seja eterno enquanto dure" é uma desculpa esfarrapada que as pessoas encontram pra colocar a culpa e fingir que está tudo bem. Porque na verdade, nada está bem, todos estão se tasgando por dentro de tanta dor. E por que não admitir que está doendo? Por que fazer de tudo pra esquecer? Será que sofre menos quem se conforma com o que os malditos dos outros esperam de nós? É sempre assim: atrás de uma fortaleza, sempre tem um idiota que faz a gente pensar que do jeito que as pessoas fazem é o melhor.
Tá, eu sei que eu falei, falei, e estou seguindo pelo mesmo caminho. É que tem um bloqueio que impede que as pessoas se entreguem verdadeiramente, que falem o que sentem de verdade. É ridículo falar do que se sente, é terrível sentir saudade, é pior ainda voltar atrás. E eu estou aprendendo a lição. À força, é bem verdade, mas fazer o quê, se todo mundo age assim? Devemos seguir o script, vestir o figurino e dançar segundo a banda, cujos maestros são os outros, e fazer cara de pessoas felizes e civilizadas, enquanto os sapatos, as calças e os vestidos nos deixam totalmente desconfortáveis. Tudo isso pra quê? Pra agradar a plateia que nos assiste, também composta pelos outros. Não importa se os outros são nossos pais, mães, irmãos, maridos, esposas, ex - alguma coisa, amigo... desconhecido.
A droga da música toca, e passamos a vida dançando um ritmo que não curtimos. Os outros, da mesma forma, num ciclo vicioso.
Quem são os outros? Sou eu, é você, somos nós.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
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