
Estou estressado. Eu tenho a péssima mania de sonhar com coisas que só existem na minha cabeça. As pessoas são todas iguais. Tem diferenças, óbvio. Alguns são japoneses, outros italianos, alguns africanos, uma parte é turca e a outra é sem graça. E meio à tanta diferença, eu permaneço solteiro, loiro e desbocado. Não que ser solteiro, loiro ou desbocado seja defeito. O problema talvez exista em ser os três ao mesmo tempo.
Acho que eu devo pagar com a língua - no bom sentido, claro. Eu não consigo perder uma piada. Se tiver de escolher entre um relacionamento e uma piada, acho que fico com a segunda opção. É involuntário, eu não sei o que acontece comigo em alguns momentos. Não que eu tenha alguma coisa contra alguém. É óbvio que eu não vou com a cara de algumas pessoas, e imagino que elas devam me esculachar pelas costas, então penso ser muito digno fazer o mesmo com elas. Talvez eu pegue pesado demais às vezes, e Alguém lá em cima pode não gostar muito das minhas atitudes pouco ortodóxas. Tudo bem que eu não perdoe apenas inimigos. Eu sou consciente de que rio de pessoas que nunca vi na vida, sem conhecer suas histórias, dramas ou momentos, mas não é motivo pra pegar tão pesado com o meu castigo. Ou é? Já basta este aviso de atualização que aparece na tela do meu computador a cada 10 minutos dizendo que preciso reiniciar.
Ops, eu pensei reiniciar? Talvez seja isso que me falte: um apertão na tecla reset. Ui, ui... apertar o botão sugere ideias (brincadeira, parei, sério).
Eu comecei este texo porque estava estressado com as pessoas que são todas iguais e não me surpreendem. E agora, fica a pergunta: eu surpreendo alguém ou sou apenas mais um? Às vezes, não apenas ser notado é importante, como também a forma de apresentação. A embalagem, capa, embrulho, enfim, cada um chame como quiser pode ser simples, não tem problema. Só precisa ser de bom gosto, da mesma forma como o conteúdo tem de ser interessante.
Não que este seja o meu caso, no momento. Mas não leve por surpresa se alguém bater à sua porta de roupão, sem nada por baixo. A maneira de interpretar também conta.

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